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26 maio 2012
30 janeiro 2012
eternidade
palavra com som dentro,
na qual refugiamos esperanças,
emaranhamos temores,
dissolvemos soluções.
que faríamos da vida
se os seus dias
não tivessem tempo?
que faríamos da geometria do ser
sem contarmos segundos,
e guardarmos memórias?
morte.
palavra com medo dentro.
que seríamos nós sem ela?
o que pode ser a morte,
senão outra vida?
faria sentido a eternidade?
se soubesse hoje que sou imortal,
que sou eterna,
que já não mais a morte me assombra...
que faria?
haveria esta vontade,
esta paixão em vivenciar,
em deglutir experiências?
haveria tempo...
sem urgência.
e se sou já perene,
para quê a pressa?
já estou onde queria chegar.
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11 outubro 2011
epitáfio para hoje
Se morresse hoje
Seria com a certeza
De ter amado cada dia
Se morresse hoje
Saberia que mil e uma coisas
Faria diferente,
Mas tranquila aceito
A história que o meu Caminho traçou
Se morresse hoje
Saberia que nada é certo
Só esta brisa
Que muda todos os dias
A seu bel prazer
Se morresse hoje
Aceitaria o Mistério dessa Morte
Que esteve em Vida
Sempre Presente
Se morresse hoje
Sentiria nos lábios
O aroma de um último beijo
Se morresse hoje
Para trás deixaria as memórias
Dos tempos sombrios
E faria uma relíquia
Dos sorrisos, prazeres, boa companhia
Se morresse hoje
Gostaria que soubesses
Do Oceano de Amor
Que em mim cresce como uma maré
Sempre que te encontro
Se morresse hoje
Findaria o espaço das lamentações
E deixar-me-ia inundar
Pela bênção e pela gratidão
De tudo, de todos
Que encontrei, vivi, experienciei
Se morresse hoje
O som do meu suspiro
Seria breve, confortável, aceite
Se morresse hoje
Deixaria partir os arrependimentos
Tolos e ignorantes
Da grandiosidade de estar Viva
Se morresse hoje
Cerraria os meus olhos sem tristeza
Ciente da perfeição do momento
Ciente da Luz que me espera
E porque morro hoje
A cada expiração
E porque renasço
Inalando
Agradeço esta força
Do meu coração
Seria com a certeza
De ter amado cada dia
Se morresse hoje
Saberia que mil e uma coisas
Faria diferente,
Mas tranquila aceito
A história que o meu Caminho traçou
Se morresse hoje
Saberia que nada é certo
Só esta brisa
Que muda todos os dias
A seu bel prazer
Se morresse hoje
Aceitaria o Mistério dessa Morte
Que esteve em Vida
Sempre Presente
Se morresse hoje
Sentiria nos lábios
O aroma de um último beijo
Se morresse hoje
Para trás deixaria as memórias
Dos tempos sombrios
E faria uma relíquia
Dos sorrisos, prazeres, boa companhia
Se morresse hoje
Gostaria que soubesses
Do Oceano de Amor
Que em mim cresce como uma maré
Sempre que te encontro
Se morresse hoje
Findaria o espaço das lamentações
E deixar-me-ia inundar
Pela bênção e pela gratidão
De tudo, de todos
Que encontrei, vivi, experienciei
Se morresse hoje
O som do meu suspiro
Seria breve, confortável, aceite
Se morresse hoje
Deixaria partir os arrependimentos
Tolos e ignorantes
Da grandiosidade de estar Viva
Se morresse hoje
Cerraria os meus olhos sem tristeza
Ciente da perfeição do momento
Ciente da Luz que me espera
E porque morro hoje
A cada expiração
E porque renasço
Inalando
Agradeço esta força
Do meu coração
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16 setembro 2011
suave requiem
A Paz partiu...
A Leena teve a atitude mais serena que podia imaginar...
disse-me: "pelo menos sabemos que cuidámos muito bem dela"...
quem sabe lidar bem com a Morte....
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12 setembro 2011
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11 setembro 2011
Morus - 2000
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