sonho com os pés
nos degraus aleatórios
de nome Lisboa
e linhas do horizonte
deitam-se verticais,
trazendo o Céu e a Terra
num Tempo único,
em que este Lugar cristaliza
a luz morna e viva.
e é no sabor do sal
que inspiro,
nesse brilho que marulha,
nesse canto suave, de vento fraco,
que a inspiração me engole,
devolvendo sons
às palavras implumes,
que saboreio e verto,
no cálice límpido
do meu interior.

